Destaque

Pais e filhos de santo

A revista do Oxumaré e Zifio da Puta

23 de setembro de 2011 às 19:10

Camiseta de Malha(da)

por: alexpaim | em: Fotomicagens

Começou o Rock in Rio e neste ano com uma novidade, a campanha anti-drogas. Sem drogas e sem rock and roll, a probabilidade de comer alguém lá também se torna ínfima, eliminando o tripé tradicional do gênero. Aproveitando o clima politicamente correto do festival, criamos camisetas anti-drogas personalizadas para o Rock in Rio.


Texto: Alex Paim Arte: Callafange

    6 de setembro de 2011 às 9:13

    “Não é tv, é um texto” 2 – By Felipe Kunitzki

    por: alexpaim | em: Textos

    Eu entrando num palco de cortinas vermelhas fechadas e um único foco de luz sobre o microfone enquanto uma voz de narrador de desenho animado diz:
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    “A única coisa que me impede de ser professor” por Felipe Kusnitzki.
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    Eu bato no microfone para ver se ele está ligado, o que gera uma desagradável microfonia.
    Daí começo a falar, com a câmera dando um zoom in na minha cara:
    .

    A única coisa que me impede de ser professor é que eu seria um daqueles professores que usa o microfone da Madonna.
    .
    A câmera, agora em um plano super close-up, revela que estou usando um microfone da Madonna.
    Zoom out durante a fala abaixo:

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    Ninguém respeita professor que usa o microfone da Madonna.
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    A câmera revela que agora me encontro em uma sala de aula em que os alunos fazem baderna bagunça.
    A frase abaixo é dita em Voice-Over ao mesmo tempo em que faço a ação:
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    Para chamar a atenção da turma, teria que levar o microfone à altura da bunda e peidar.
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    A turma para a baderna instantaneamente. Freeze. V.O. :
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    E eu não gostaria de continuar usando um microfone peidado.
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    Plano americano. Eu de costas prostrado frente a uma prateleira de supermercado onde vários microfones estão expostos. V.O. :
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    Mas não teria dinheiro para comprar um novo.
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    Plano americano. Eu, novamente de costas, abrindo a porta de casa, no mesmo enquadramento da cena anterior. V.O. :
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    Então, iria chegar em casa(…)
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    Corte rápido. Plano americano.
    Eu, pelado, no box, chorando agachado e abraçando as minhas pernas enquanto a água do chuveiro cai em cima de mim. V.O. :

    .
    (…)e chorar agachado no box – com a água do chuveiro ligada, claro, a fim de que meus filhos não escutassem.
    .
    A sala de aula é mostrada no mesmo enquadramento que da vez anterior.
    A única diferença é que agora apenas os alunos se encontram na sala. V.O.
    :
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    Os meus alunos não sentiriam minha falta no dia seguinte.
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    Imagem (clichê) sobreposta: Um calendário com as folhas sendo arrancadas pelo vento. V.O. :
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    Um mês depois e meus alunos ainda não dariam pela minha ausência.
    Meus filhos morreriam de fome com o pai desempregado. Todos os 43.

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    Cenas de diversos ambientes do meu pequeno e depredado quitinete habitado por 43 gatos de diferentes cores e tamanhos. V.O. :
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    E por filhos, eu digo gatos, porque é assim que eu os chamaria.
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    Os mesmos enquadramentos das cenas dos diversos ambientes meu pequeno e depredado quitinete, agora sem gatos. V.O. :
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    Um mês depois e meus filhos estariam todos mortos de fome.

    Não porque gatos conseguem passar um mês sem comer, mas porque ensinei meus filhos que é feio ver o pai definhando e não fazer nada.
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    O mesmo enquadramento da “cena do chuveiro”, só que agora eu não apareço. V.O. :
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    Perda de tempo.
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    A câmera (estática) filma o chão do box (de cima) revelando os 43 gatos deitados sobre uma enorme poça de sangue que toma conta da cena.
    Eu não me encontro lá. V.O.
    :
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    Devia tê-los ensinado que comê-lo é ainda pior do que não fazer nada.

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    Corte rápido. A câmera (novamente de cima) filma um pote de ração vazio sobre páginas rasgadas de um livro, fazendo as vezes do que deveria ser jornal. V.O. :
    .
    Mas eles devem ter comido este capítulo do meu livro da Tânia Zagury.
    Junto com aquelas provas que meus alunos tinham feito há um mês e três dias atrás e eu ainda não tinha corrigido.
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    Zoom out acaba revelando que também coloquei as provas dos meus alunos como jornal pro mijo do gato.
    Corte. Voltamos ao palco do começo do texto. Digo:
    .

    E essa é a única coisa que me impede de ser professor.

      5 de setembro de 2011 às 15:10

      Mikipédia: Conferência de Bretton Woodstock

      por: alexpaim | em: Textos


      A conferência de Bretton Woodstock, que deu origem ao sistema de Bretton-Woodstock e, é claro, ao tripé: sexo, drogas e politicagem, ocorreu em julho de 1944.
      Foi a primeira a reunir apenas países de grande capital, com o único e simples intuito de foder com todos e quaisquer países menores economicamente, a preços sórdidos, é claro.

      Na verdade, a pegação(pra-capar) rolava solta e descompromissada.Afinal, muita gente bonita.Sociólogos, músicos, economistas e porra-loucas em busca de novas experiências, mais aventuras, mais putaria e mais-valia, reuniam-se ao ritmo do capitalismo selvagem(ô-ô-ô!) para a realização da imersão numa grande sociolorgia comum.

      O “free as a” BIRD,criado pelos Beatles, reis do ilê-ayê, embalou muita gente e muita grana em papel pardo pro FMI(> forte que o LSD). Vale ainda lembrar, que uma das sociólogas brasileiras presentes foi Marilena Xibiu, que lutou pela introdução da semiótica do cu, para fim de estudo e procriação do intelecto social da pessoa como indíviduo enquanto ser humano político.Porém, é claro que um projeto como esse, só poderia dar para trás…

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      Fontes relacionadas:
        1 de setembro de 2011 às 17:47

        Top 10 – Motivos pro bonde ter caído no Rio de Janeiro

        por: alexpaim | em: Rapidinhas

        Um acontecimento recente deixou vários gringos que vieram ao Rio feridos e cheio de cicatrizes… É claro que estou falando do UFC. Fora isso, teve o tal bonde de Santa Tereza, que não era um bonde de funkeiros, mas mesmo assim foi até o chão. E para variar, os responsáveis pela manutenção do bonde não vão ser punidos, escapando da gaiola das popozudas. O Mico na Rede resolveu não perder o bonde da história e listar os 10 possíveis motivos para o acidente:

        James Bond no bondinho, um possível nome para uma banda cult.

        1 -Foi atingido por um bueiro.

        2- Mais um evento cultural da Lapa, um festival de cinema que mistura numa só sessão um filme clássico e outro popular. Desta vez, o clássico de Tennessee Willians junto com um de Charles Bronson: “Um bonde chamado desejo de matar”.

        3- O grupo terrorista “Imagina como vai ser na Copa” atuou mais uma vez sabotando o meio de transporte mais eficiente do Rio até então.

        4- O bonde, assim como os frequentadores de Santa Tereza, também resolveu parar de trabalhar.

        5- O bonde estava prestes a se tornar um brinquedo no parque Glória Center.

        6- Algum ministro da Dilma estava andando de bonde e caiu.

        7- O bonde se chocou com Anderson Silva.

        8-  Seguindo o exemplo do seu quase homônimo, o agente secreto James Bond, o bonde de Santa Tereza também tem licença para matar.

        9- O cantor Marrone era o maquinista.

        10 – Enquanto o mandato for do Sérgio Cabral, tudo no Rio estará desgovernado.

          30 de agosto de 2011 às 23:11

          Papéis para sujar a rua

          por: alexpaim | em: Fotomicagens

            30 de agosto de 2011 às 9:44

            Não é tv, é um texto

            por: alexpaim | em: Textos

            trabalho infantil

            Eu naquela fase que toda criança passa (a de gostar de mármore, granito e manejar máquinas pesadas).

            *

            Se tem uma coisa que eu gosto bastante é essa linha sutil entre o que seria um elogio ao bebê de uma pessoa e a total psicopatia perante o mesmo sendo delineada apenas pela entonação da sua voz.

            “Eu quero comer a cara da sua criança”.

            Mesmo porque, pensando bem, até quando aquele que elogia o recém-nascido o faz com vozinha de bebê, pode se tratar de um daqueles psicopatas com dupla personalidade que falam com vozinha de bebê.

            Mais ou menos por isso que eu não elogio crianças.

            O que nos leva a outro ponto: crianças, um pouco mais velhas que um recém-nascido, já tendem a ser malvadas e cheias de si; o que, convenhamos, só piora quando você elogia o que elas fizeram com a massa de modelar como se aquilo realmente não parecesse apenas obra de uma roda de um caminhão desgovernado que bateu num ônibus de uma excursão de idosos pra Águas de Lindóia.

            Corta para a velha da excursão para Águas de Lindóia, única sobrevivente, dando depoimento do acidente para um telejornal local, ainda no meio da pista sendo atendida por paramédicos e coberta com um daqueles cobertores de mendigo que todas pessoas que estão sendo atendidas por paramédicos recebem, entremeado por algumas tomadas da massa de modelar aparecendo como um roadkill:
            “Eu não sei, só lembro que vi uma bola de massinha no meio da pista. O caminhão passando por cima. As luzes vindo em nossa direção. O horror. O HORROR!”

            (as luzes aumentam, formando uma espécie de fade in para o branco, no que eu apareço dizendo:)

            Outro dia mesmo, minha prima de seis anos veio aqui em casa e disse:

            (corta pra cena – com todas as vozes sendo narradas por mim, inclusive a minha, em um timbre monocórdico)

            ISADORA: “Sua televisão é menor que a minha.”

            FELIPE: “É? Tá bom.”

            ISADORA: “E a minha é de plasma. A sua é de plasma?”

            FELIPE: “Não. A minha é de LCD.”

            ISADORA: “A de plasma é melhor, né?”

            FELIPE: “Não… A de LCD é bem melhor porque foi Deus, com suas próprias mãos, quem fez.”

            (corta pra mim, em um cenário de programa infantil de TV comunitária, com um grande livro aberto nas mãos e cercado por crianças sentadas no chão)

            O que nos leva, amiguinhos, ao porquê você deve amar crianças: elas não processam ironia.

            (sobem os créditos do falso programa infantil, enquanto as luzes baixam e as crianças, fantasiadas como índios, aparecem me espancando e me amarrando numa daquelas “fogueiras de corpo inteiro”).

              29 de agosto de 2011 às 18:10

              Vale tudo

              por: alexpaim | em: Fotomicagens

                29 de agosto de 2011 às 12:21

                Dia do que – 29 de agosto

                por: alexpaim | em: Textos

                 

                29 de agosto de 1825 - Reconhecimento da independência do Brasil por Portugal. Uma grande mentira histórica, pois o Brasil, hoje em dia, ainda depende de Portugal até para comprar pão e contar piada.

                29 de Agosto de 1949 – É realizado o primeiro teste de uma bomba atômica na extinta União Soviética, no Cazaquistão. A venda dos direitos autorais da imagem das explosões para filmes B apocalípticos, que não tinham grana para filmar uma guerra nuclear, sustentou a antiga potência comunista até seu fim em 1991.

                 

                29 de agosto de 1966 -  Os Beatles realizavam seu último show oficial em São Francisco. A partir daí, Lennon começou a se preparar para sua carreira subsolo. Bem que o Restart poderia seguir o exemplo e aproveitar a data para acabar também.

                 

                Aniversários

                • Michael Jackson e Mallu Magalhães – Quem deveria gostar de adultos, gosta de crianças e vice-versa.
                • Alessandra Negrini – A eterna Engraçadinha, que apesar de ser meio vesguinha é uma graça, e deu pro Otto que é uma desgraça. Pois é, não consegui pensar em nada engraçado.
                • Luana Piovani – Será que o aniversário do Dado Dolabella é distante o suficiente do aniversário da Piovani ?
                • Rebecca de Mornay – A mão que balança o berço.  Chegando a uma idade madura, vai estrelar “O Parkinson que balança a mão.”

                 

                Dia de…

                • Nacional de combate ao fumo – A indústria de cigarros vem crescendo considerávelmente nos últimos anos trazendo consigo uma nova geração de otários fumantes”não fumantes”que são aqueles que juram que não são viciados e só fumam em ocasiões diversas ou dependem do seu estado de espírito ( eu não quis dizer virados em algum Exu) para fumar . Analisamos algumas das marcas mais consumidas nesse mercado de NOVOS FUMANTES NÃO FUMANTES.

                 

                “Eu fumo masnontrago, é como f#der sem gozar”


                “Eu fumo soquandotono vermelho ( quer dizer sempre ) e você?”

                 

                • Dia da visibilidade lésbica – Data importante. Se tiver um casal de lésbicas lindas, o que eu mais quero é ter visibildade do ato.  Dia ideal para prestar homenagens vendo o filme “Ligadas pelo Desejo.”

                Feito em parceria com o perfil @diadoque.

                 

                 

                  26 de agosto de 2011 às 9:24

                  Pelézinho dos anos 10

                  por: alexpaim | em: Cartuns

                    25 de agosto de 2011 às 17:25

                    O Mico em Revista

                    por: alexpaim | em: Geral

                     

                    Forró universitário depreda faculdades mentais.Ativistas invadiram hoje e depredaram um dos pavilhões, de cultura nordestina , do Mackenzie.A onda de violência contra os ouvidos começou, quando um grupo de revoltosos lançou cd´s de efeito moralmente duvidoso, contra transeuntes letrados e de bom gosto.Apesar de muitas zabumbas e refrões cheios de palavras que nada querem dizer, todos se encontram bem e os revoltosos, caraterizados por fala mansa e roupas brejeiras, já foram detidos.

                    Nova revista da PM.Chega amanhã nas bancas, o mais novo lançamento editorial que pretende porrar a concorrência até que ela diga que foi culpada.A nova revista da PM vêm aí com muito menos informação e muito mais ação.A preços populares, você de baixa renda pode ter quando bem entender(e quando não entender também!).
                    Mas se quiser cancelar a assinatura, aí tem que liberar pros guardas, que eles liberam pra você.

                    Registro histórico.Este é o primeiro registro de corredor polonês da história da civilização.Como os de hoje, só que sem os poloneses, na época já consistia em basicamente na mesma receita, uma nesga para duas partes de carniceiros(cedida pelo restaurante À Polonesa-Rio de Janeiro).O fotógrafo amador no caso foi o próprio agredido, que era , como nos diz a qualidade de sua “profissão”, um masoquista.